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Caminhada é a atividade física preferida de 46% dos idosos brasileiros

A caminhada é a atividade física preferida de 46% dos idosos brasileiros, segundo a pesquisa "Idosos no Brasil: Vivências, Desafios e Expectativas na Terceira Idade", realizada pelo Sesc São Paulo em parceria com a Fundação Perseu Abramo. Os pesquisadores entrevistaram 2.369 pessoas com mais de 60 anos, além de 1.775 pessoas dos 16 aos 59 anos, para efeitos comparativos. Participaram da amostra 234 municípios das cinco regiões do país, entre os meses de janeiro e março deste ano.

E apesar das diferenças em vários outros aspectos analisados, o gosto por andar une todas as gerações: entre a população abaixo dos 60 anos, caminhar também ocupa o primeiro lugar nas preferências, com 45%. Uma boa notícia, já que estudos confirmam que 4.400 passos por dia ajudam a garantir longevidade e a qualidade de vida, como o que foi publicado no ano passado por pesquisadores de Harvard, que acompanharam 16 .741 mulheres com média de idade de 72 anos e concluíram: se forem mais de 7.500 passos, ainda melhor.

Segundo a Organização Mundial da Saúde, a caminhada é o exercício mais indicado para a população em geral no mundo inteiro. Porque não precisa de equipamento ou treinamento especial, basta ter condições para andar. Mas o benefício só se dá se você caminhar com regularidade. Mesmo a caminhada lenta de idosos tem benefícios extraordinários para a saúde. Os estudos mostraram algumas vantagens comparando quem fazia caminhada com quem não fazia caminhada, especialmente na prevalência de eventos cardiovasculares em idosos acima dos 70 anos. E mesmo para a população mais jovem, que não tem tempo para outros exercícios, a caminhada é extremamente benéfica. Mas o ideal é que seja feita todos os dias, ao menos meia hora, sete dias na semana - recomenda o cardiologista e médico do esporte Nabil Ghorayeb, colunista do EU Atleta.

Com o objetivo de subsidiar o debate sobre políticas públicas para a terceira idade, a pesquisa analisou questões relacionadas à saúde e à qualidade de vida dos idosos, com temas como uso de internet, autoimagem, moradia, relações familiares e laços afetivos, preocupação com a morte e atividade física, entre outros. E seus dados apontam que, depois da caminhada, o alongamento e as pedaladas são os exercícios mais realizados pelos idosos, com respectivamente 16% e 13%.

A maior parte das entrevistas foi feita antes da pandemia de coronavírus, mas algumas já aconteceram bem no início do período de quarentena no Brasil. Foi a segunda edição da pesquisa, 14 anos depois da pioneira, realizada em 2006. E evidenciou-se uma maior diversidade em relação à atividade física. Na primeira edição, a caminhada era a escolha de 51% dos idosos. A queda percentual no número de caminhantes, no entanto, se reflete no aumento da procura por outras modalidades: houve um acréscimo nos percentuais de todos os outros esportes citados, com exceção da corrida, e o pilates apareceu pela primeira vez, com 2% das citações

Há uma apreensão em relação à queda na frequência e intensidade da prática esportiva em função da quarentena por causa da Covid-19 em todas as faixas etárias. Um estudo global realizado em maio pelo Instituto Ipsos em 16 países apontou que ansiedade, sedentarismo e transtornos alimentares estão entre as principais preocupações dos brasileiros nestes tempos de pandemia, com 35% das pessoas se exercitando menos do que acreditam que deveriam. O problema pode estar sendo especialmente sentido entre os maiores de 60 anos, já que muitos mantiveram um isolamento mais rígido por fazerem parte do grupo de risco para agravamento da doença. O mapeamento dos interesses dos idosos pode ajudar no planejamento dos órgãos de saúde pública para a promoção da retomada das atividades físicas assim que as taxas de contágio permitirem. Caminhar é preciso.

- Não existe uma medida para mostrar o quanto melhora. Mas sabemos que, comparando grupos de idosos que fazem atividades físicas leves a moderadas com os sedentários, a diferença na memória é muito significativa. Um exemplo é um trabalho feito nos Estados Unidos: idosos ativos e outros sedentários foram colocados em uma sala com fotos de artistas e cantores do tempo deles. A turma que fazia exercícios físicos acertou na faixa de 60% a 70% dos nomes e a turma sedentária não acertou nem 10% dos nomes - conta Nabil Ghorayeb.
 
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